Flores no local do ataque, seis anos depois (divulgação)
Pouca gente prestou atenção, mas nesta semana Israel lembrou o sexto aniversário desde o atentado ocorrido na cafeteria do principal campus da Universidade Hebraica de Jerusalém, em que nove pessoas – alunos e funcionários, israelenses e estrangeiros – morreram, e em que 85 pessoas – judeus e árabes – ficaram feridas.
Naquele 31 de julho de 2002, em plena intifada, um terrorista do Hamas entrou na universidade, foi até a cafeteria, deixou uma bomba escondida em uma mochila e foi embora. Minutos depois, a explosão, o silêncio, o caos. A prática, vale dizer, não era comum: era a época em que os atentados suicidas estavam na moda.
Ataques terroristas, em qualquer lugar do mundo, são naturalmente cruéis, porque atingem civis, inocentes, nos lugares rotineiros e nas atividades do dia-a-dia. Mas atentados em universidades têm um quê de crueldade ainda maior: é atingir o núcleo intelectual de um lugar, de um povo, de uma cidade.
Já circulei inúmeras vezes pela cafeteria – que leva o nome do Frank Sinatra – onde o ataque ocorreu. Em qualquer hora do dia existem muitos alunos, de diversas origens e religiões, sentados com papelada, estudando, debruçados sobre computadores enquanto almoçam rapidamente, e produzindo. Qualquer ataque contra aquele local é um ataque contra a produção acadêmica de um dos centros de excelência do país e do Oriente Médio.
O Monte Scopus, nome da montanha sobre a qual o campus está localizado, estava isolado do resto da Israel judaica antes da guerra dos Seis Dias, em 1967. Durante 19 anos, ir à universidade significava cruzar a fronteira para a Jerusalém oriental, dominada pela Jordânia. O local era protegido pela ONU.
Na cerimônia de lembrança pelos seis anos desde o ataque, o reitor da universidade, Menachem Megidor, disse que o mais chocante do incidente foi o fato de que o Hamas se preparou e se esforçou para perpretar o ataque justamente dentro do campus.
Há seis anos.
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