O assunto que ocupa o noticiário na televisão e nos jornais israelenses e franceses esta semana é o desaparecimento da garotinha Rose, que está sendo chamada na imprensa britânica de “a Madeleine McCann de Israel”, aqui, aqui, aqui e aqui. Para a imprensa brasileira, ela é a Isabella Nardoni daqui.
Cada um com seus dramas.
De fato, os três casos não poderiam ser mais parecidos. Famílias desequilibradas, pais suspeitos. A garotinha israelense, nascida em Paris, continua desaparecida, como a inglesa. E a história dela é o drama do momento em um país que tem visto mais e mais casos de violência do lado de dentro da porta de casa.
Aos fatos: a garota, de 4 anos, foi morta pelo próprio avô, um sujeito de 44 anos que tem ficha suja na polícia e, agora, na imprensa sensacionalista de Israel. Ele mesmo confessou: “Rose se comportou mal quando estava no carro e eu dei-lhe um tapa. Veio um silêncio e quando olhei para trás ela estava morta”.
Frio, contou para a polícia:
Então a coloquei em uma mala vermelha e joguei no rio HaYarkon.
A mala vermelha ainda não foi encontrada. O corpo da menina, também não. O HaYarkon, no norte de Tel Aviv, corre lentamente, carregando lama e muita sujeira, na direção do mar Mediterrâneo. Mala e corpo podem estar perdidos na imensidão azul… Hoje a polícia anunciou que cogita drenar um trecho extenso do rio para tentar encontrar o corpo.
Por enquanto, mergulhadores da marítima israelense têm feito uma busca sem sucesso pelo rio – acharam hoje uma moto e um cofre… Hoje de manhã, a caminho do trabalho, reparei nos mergulhadores quando atravessei, de moto, uma das pontes que cruza o rio. E um sujeito, na moto ao lado, comentou do caso. Agora, só se fala da menina Rose.
E ecoa por aqui a voz da avó dela, que vive em Paris, perguntando aos prantos: “Por quê machucar a minha neta? Por quê?”
E as buscas continuam.
Update, 29/8: Mulher afoga o filho em praia de Bat Yam porque ele era “um peso”, aqui.
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Ai, Ga
Quanta tristeza.
Queria que meus filhos vivessem no mundo dos meus sonhos.
Em meio a tanto sofrimento, (nenhuma criança feliz tem esse olhar doentio) a morte vem como descanso.
[...] no final da semana passada a busca pelo corpo da menina Rose, de quatro anos, morta pelo próprio avô e desaparecida desde maio. As manchetes dos principais [...]