O comentário que eu não fiz

22fev07
Ontem à tarde um grupo de escritores brasileiros dos mais renomados e conhecidos esteve em Tel Aviv para um bate papo com brasileiros daqui, no Centro Cultural Brasil Israel, um apartamento antigo na alameda Chen que há algumas décadas abrigou a sede da Embaixada brasileira em Israel. Preferi ouvir os escritores a estar em uma coletiva de imprensa com o primeiro-ministro Olmert que rolou ontem! No evento estava meu “avô postiço”, o Nahum Sirotsky, que também emocionou ao lembrar histórias com tantos daqueles escritores. Por conta do curto tempo para perguntas e comentários, não pude dizer o que digo abaixo. Digo aqui, porque vale a pena o registro!

Quero expressar minha emoção ao ver e ouvir aqui, sem cerimônias e sem formalidades, as mãos e as mentes de alguns dos nomes que durante boa parte dos meus 28 anos – ou pelo menos desde que eu me conheço por gente! – coloriram minha vida, me fizeram rir e chorar, me emocionaram e me ensinaram. Aliás, a expressão “desde que eu me conheço por gente” embora seja dita sempre, é muito pessoal, tem um significado especial para cada um – para mim, me conheço por gente desde que aprendi a ler. Por isso, depois de dois anos e tanto de Israel, ainda não me conheço por gente por aqui! De toda forma, obrigado a todos pela presença! Quero aproveitar também para expressar minha frustração ao encontrar, na Feira Internacional do Livro de Jerusalém, ontem, diversos títulos excelentes em português que estavam ali apenas… para ver! É raro encontrar livros em português nesse Oriente Médio. Quando encontro, não estão à venda!



3 Responses to “O comentário que eu não fiz”

  1. 1 MaWá

    Caraca, que louca essa associação de ser gente só quando dominar o idioma. Nunca havia pensado nisso… E ela faz sentido.

    Beijocas

  2. 2 Clarissa

    Oi Gabo!!!!!!!! Meu professor de hebraico da usp estava lá. O Moacir Amancio, conheceu???? Adooooooorooooooooo o cara!!! Uma mente brilhante!!! rs. Fiquei com mta vontade de ser escritora brasileira famosa pra ganhar uma viagem dessas. Aiai, um dia eu chego lá. Saudades. Bjo!

  3. 3 Ana Néca

    Ei, Gabito!
    Você não me contou quem eram os gajos que lá estavam! (…)

    O Nahum eu também considero meu avô postiço-emprestado. Talvez porque ele tenha participado dos dias em que nos encontramos… Emociona só de ouvir você falando dele, calcula o que sinto “lendo-o”.

    Um grande beijo a você, que eu tenho certeza que me conhece desde que me conheço por gente (Quiçá a recíproca também seja verdadeira!?!?!)


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