Seis anos depois

02ago08
Flores no local do ataque, seis anos depois (divulgação)

Flores no local do ataque, seis anos depois (divulgação)

Pouca gente prestou atenção, mas nesta semana Israel lembrou o sexto aniversário desde o atentado ocorrido na cafeteria do principal campus da Universidade Hebraica de Jerusalém, em que nove pessoas – alunos e funcionários, israelenses e estrangeiros – morreram, e em que 85 pessoas – judeus e árabes – ficaram feridas.

Naquele 31 de julho de 2002, em plena intifada, um terrorista do Hamas entrou na universidade, foi até a cafeteria, deixou uma bomba escondida em uma mochila e foi embora. Minutos depois, a explosão, o silêncio, o caos. A prática, vale dizer, não era comum: era a época em que os atentados suicidas estavam na moda.

Ataques terroristas, em qualquer lugar do mundo, são naturalmente cruéis, porque atingem civis, inocentes, nos lugares rotineiros e nas atividades do dia-a-dia. Mas atentados em universidades têm um quê de crueldade ainda maior: é atingir o núcleo intelectual de um lugar, de um povo, de uma cidade.

Já circulei inúmeras vezes pela cafeteria – que leva o nome do Frank Sinatra – onde o ataque ocorreu. Em qualquer hora do dia existem muitos alunos, de diversas origens e religiões, sentados com papelada, estudando, debruçados sobre computadores enquanto almoçam rapidamente, e produzindo. Qualquer ataque contra aquele local é um ataque contra a produção acadêmica de um dos centros de excelência do país e do Oriente Médio.

O Monte Scopus, nome da montanha sobre a qual o campus está localizado, estava isolado do resto da Israel judaica antes da guerra dos Seis Dias, em 1967. Durante 19 anos, ir à universidade significava cruzar a fronteira para a Jerusalém oriental, dominada pela Jordânia. O local era protegido pela ONU.

Na cerimônia de lembrança pelos seis anos desde o ataque, o reitor da universidade, Menachem Megidor, disse que o mais chocante do incidente foi o fato de que o Hamas se preparou e se esforçou para perpretar o ataque justamente dentro do campus.

Há seis anos.



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