O Hamas e o YouTube do terror

15out08

Vai dar rolo. O Hamas, grupo palestino responsável por inúmeros ataques contra israelenses, lançou um site baseado no popular YouTube. O nome não poderia ser mais óbvio: AqsaTube, em referência a al-Aqsa, a mesquita mais sagrada de Jerusalém e o nome da segunda intifada, iniciada há oito anos.

A cópia descarada é gritante. Resultado: o menu do site, que é todo em árabe, ficou em inglês – “videos being watched right now“, “recently added videos” etc. Mas se você não entende árabe, não tem problema. Como no YouTube, tudo que você precisa fazer é passear entre os vídeos.

E como é esperado, o AqsaTube não tem vídeos de menininhas de 15 anos confessando segredos sexuais ou de campanhas de abraços grátis. Não se espante, contudo, se encontrar menininhas de 15 anos com bombas atadas ao corpo ou líderes religiosos muçulmanos abraçando um shahid (mártir).

O AqsaTube não é o primeiro site do Hamas. De acordo com a imprensa israelense, o grupo tem mais de 20 páginas na internet, em oito idiomas. O YouTube do terrorismo está registrado em nome de um sujeito de Dubai, Abu Nasser Skandar. Ele deve adorar o YouTube. Eu também adoro.

O site vai ter vida curta, anota aí. Já começou mal das pernas. Os amigos do Abu Nasser resolveram colocar o Google AdSense no site. O Jerusalem Post entrou em contato com a Google para saber como é que é, e a empresa tirou a ferramenta. E disse, em comunicado:

O Google emprega termos e condições rigorosas quando se trata do conteúdo de nossos sites parceiros. Se descobrimos que nossos anúncios são exibidos em sites que violam nossas políticas, os removemos da nossa rede de conteúdo e os anúncios não serão mais exibidos.

Enfim, o AqsaTube permite que você faça tudo que faz no YouTube. Ver vídeos, compartilhar vídeos, criar canais de vídeos, comentar vídeos, catalogar vídeos. Desde que, é claro, você tenha vídeos sobre os seguintes assuntos: incitamento contra Israel, glorificação do terrorismo etc.

Divirta-se. O link está na imagem.



2 Responses to “O Hamas e o YouTube do terror”

  1. Segue link da notícia que explica o ocorrido. O mais cômico é saber que os vídeos militantes não eram os mais acessados no AqsaTube. De acordo com o site, os clipes mais assistidos eram episódios da novela árabe Bab al-Hara, de grande sucesso popular e transmitida durante o período do Ramadã. Melhor assim…

    http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/10/081016_youtubejihad_np.shtml

  2. Pelo jeito o site já saiu do ar. Tenho tentado entrar desde ontem à noite, horas depois do meu post, e já não funciona. Eu disse, eu disse! :)


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