Crime de gangues, não terrorismo

17nov08

Quem estava no norte de Tel Aviv no começo da tarde desta segunda-feira ouviu uma explosão. Uma forte explosão.

Foi uma bomba acionada por controle remoto. Explodiu no carro de um mafioso local, Ya’akov Alperon, conhecido como Don Alperon, chefe de uma conhecida e respeitada família criminosa israelense. Ele morreu na hora.

A primeira impressão era de que se tratava de terrorismo, tamanha a força da explosão e pelo fato de a bomba ter sido detonada quando o carro de Alperon passava perto de um ponto de ônibus, alvo óbvio em ataques terroristas suicidas.

Mas a polícia logo descartou a hipótese de um ataque nacionalista ao identificar o objetivo da ação. A família de Alperon já prometeu revidar o ataque. O crime organizado em Israel é um dos problemas mais sérios do país, e custa bilhões aos cofres.

Em junho um advogado que lida com o crime organizado foi assassinado em uma ação parecida, no coração de Tel Aviv. Uma das conseqüências imediatas da redução no terrorismo é o aumento de ações da polícia contra o crime organizado. Mesmo assim, ações dignas da década de 1930 ainda são vistas por aqui, em plena luz do dia, numa segunda-feira qualquer.



2 Responses to “Crime de gangues, não terrorismo”

  1. 1 Fernanda Fig

    Eu hein… Bom, pelo menos eles ainda matam uns aos outros. Problema é qdo resolverem matar quem não tem nada com isso.

  2. 2 tom

    comente sobre essa reportagem

    http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/11/081120_guilapaz.shtml


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