Um terremoto em Israel?

16jan10

Logo no meu primeiro ano em Israel – 2004 – lembro-me de ter sentido um pequeno tremor de terra em Jerusalém, onde eu vivia então. Antes, no meu segundo dia vivendo em Israel, um terremoto de 4.7 graus na escala Ritcher, com epicentro 25 km ao norte do Mar Morto, atingiu o país, mas desse eu não me lembro. Na realidade, diversos tremores, maiores e menores, foram sentidos em diversas cidades israelenses, palestinas, jordanianas e até no Egito e no Líbano nos últimos anos. Nenhum deles causou grandes prejuízos ou destruições.

O último grande terremoto, contudo, atingiu a região em 1927, quando o país ainda nem existia e Tel Aviv comemorava 18 anos desde sua fundação. Diversas centenas de pessoas morreram depois do tremor de 6.2 graus, em cidades vizinhas, como Ramle e Lod. Em 1837, um terremoto ainda mais destrutivo e fatal passou por aqui, com 7 graus – milhares morreram, entre os quais 1,8 mil em Tzfat, cujo bairro judaico foi totalmente destruído.

Os especialistas afirmam que em média, um grande terremoto atinge a região a cada 80 anos. Fazendo as contas: 1837 + 80 = 1917. Dez anos de atraso… 1927 + 80 = 2007, e já se foram três. Eles dizem que há razão para se preocupar. Os principais críticos afirmam que enquanto a segurança recebe bilhões de shekels todo ano, as questões sísmicas ficam apenas com uns poucos milhões.

Em um texto hoje no Haaretz, cujo título na edição impressa (Israel is not ready for ‘The Big One’) e na internet (Israel is due, and ill prepared, for a major earthquake) são quase contraditórios, está a explicação de que o governo tem adiado a aprovação e a aplicação de propostas como a implantação de redomas de proteção em salas de aula, ou o reforço de edifícios construídos há décadas, antes da existência de regras para evitar destruição em caso de tremores.

Existe um plano de instalar um sistema que avisa, com 10 a 60 segundos de antecedência, a chegada de um tremor, dando tempo de a população reagir e se proteger, como acontece atualmente quando há ataques com mísseis, dando tempo de as pessoas correrem para um abrigo. Um sistema assim, que já existe em países como Itália, Japão, Turquia, México e na Califórnia (Estado que tem um grande terremoto a cada 20 anos), poderia ter poupado muitas vidas no Haiti.



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