Estão lançados os dados

02set10

Desde a manhã só de fala sobre a rodada de negociações entre palestinos e israelenses em Washington. Claro. Acompanhei o que se diz cá e lá – nos canais israelenses e nos principais estrageiros, como CNN, BBC e France24. Como a diferença de fuso com Washington é grande (sete horas com o Oriente Médio) a programação tem sido repetitiva.

Agora, contudo, os dados estão lançados. Os participantes da cúpula, liderados por um lado pelo presidente palestino Mahmud Abbas, e, do outro, pelo premiê israelense Binyamin Netanyahu, começam a chegar à mesa de negociação, no Departamento de Estado, diante das câmeras. Analistas em Israel fazem os comentários – em geral pessimistas – sobre os possíveis resultados.

Em uma análise interessante, o jornalista Gustavo Chacra, do Estadão, escreve:

Se não conseguirem Estado, palestinos podem passar a lutar por cidadania de Israel

A opção de um Estado binacional, em que israelenses e palestinos viveriam em um mesmo país, com cidadania israelense, não é bem-vinda entre os palestinos. Conversei há pouco para o Terra com Hanna Siniora, presidente da Câmara de Comércio União Europeia-Palestina. Para ele, essa solução levaria a um apartheid, em que um povo teria direitos, e o outro não.

O texto vai sair em breve no Terra, com outros comentários.

Acompanhe os discursos na abertura da cúpula, em tempo real, no Ynet. O blog Radar Global, do Estadão, tem cobertura passo a passo das negociações.



2 Responses to “Estão lançados os dados”

  1. 1 Pedro de Azevedo Peres

    1. Pois… mas já não acontece isso mesmo com os cidadãos de Israel com origem palestina? Já não são cidadãos de segunda?

    2. Este tipo de negociações deixam-me sempre incomodado. É como se eu tivesse de me sentar à mesa, com quem me ocupou a casa e me trata mal e aos meus filhos todos os dias para, apesar das decisões dos tribunais a meu favor, o deixar ficar lá a viver, ficando com a maior parte da casa, a horta e com o poço.

    3. Eu também gostava de uma solução de um único estado, onde todos pudessem usufruir de direitos e deveres iguais, felizes e em paz. Mas hoje isso é uma impossibilidade. Que sejam dois Estados. Ou melhor que seja reconhecido finalmente o Estado da Palestina – que o de Israel já o é – nas fronteiras de 1967, com os acertos territoriais necessários; com Jerusalém dividida, finalmente capital das duas nações; com o problema dos direitos dos refugiados resolvidos – por regresso de alguns e indemnizações a outros. A segurança de Israel e porque não a da Palestina, deveriam ser assegurados por uma força de interposição internacional.


  1. 1 Comentários nojentos « Ato ou Efeito

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